[ PREMISSA // O QUE O COMPRADOR VÊ ]
O negócio vale menos
exatamente onde você é insubstituível.
O fundador olha a própria centralidade e enxerga competência. O comprador olha a mesma
coisa e enxerga risco — porque o ativo que ele está comprando some junto com você. É
desconto no múltiplo, e nenhuma conversa bonita na mesa desfaz isso.
O mesmo vale antes de qualquer venda. Enquanto tudo passa por você, a operação não tem
teto de crescimento: ela tem o teto do seu fôlego diário. E fôlego, diferente de caixa,
não capta rodada (aí é que tá o problema).
Governança de base é o que troca isso de lugar. Não é burocracia nem organograma
bonito — é decidir, uma vez, quem decide o quê, e sustentar essa régua até virar rotina.